Quando é hora de parar e repensar o meu negócio pet?

Após mais uma temporada nacional de congressos, feiras, workshops e palestras por todo o país comecei a fazer um levantamento sobre tudo o que vi e ouvi de muitos proprietários de petshops, gerentes, tosadores e veterinários em nossas conversas, que muitas vezes eram verdadeiros momentos de desabafo e , quase de confessionário!

Uma das maiores questões “nacionais” que pude evidenciar é a sensação de muitos dos proprietários de que: “ perdeu-se o rumo” “ caminhei tanto e nada” “ investi e um irregular abriu do meu lado e tem mais clientes” “ não sei ao certo o que fazer” “ acho que vou mudar de ramo” “ não nasci para lidar com pessoas” “ não quero mais vender nada apenas meu serviço de veterinário”.

É um momento onde muitas definições que antes pareciam certezas absolutas, tornarem-se dúvidas e em muitos casos ações contraditórias e compensatórias.
Como assim contraditórias e compensatórias?
Quando um estabelecimento se diz “ o melhor petshop do bairro” “ a sua melhor opção em serviços de banho e tosa” é por que existe além da afirmação, bases que sustentam a mesma.. que sustentam o posicionamento da loja. É um atendimento exemplar, um ambiente limpo, produtos seguros e registrados, equipe bem treinada e bem remunerada e uma estratégia vencedora.
Porém frente às dificuldades, frente aos desafios e frente ao descontrole ético, moral, legal e profissional do mercado pet, os slogans citados anteriormente começam a ir por água abaixo quando para compensar perdas os índices de qualidade começam a ser modificados, não de uma vez, mas aos poucos ... e quando você toma consciência nem reconhece mais o seu próprio estabelecimento.

E será que tem volta?
E será que você quer voltar ao que era antes?
E será que o que era antes é o mais certo nos tempos atuais?

Não existe uma regra única para todos os estabelecimentos, existe sim a certeza de que não podemos chegar a esse ponto sem assumir o papel de gestores, devemos sim buscar analisar o negócio de forma freqüente e regular... É o velho e péssimo hábito de “ deixar correr solto..” pois quando você toma consciência pode ser tarde demais.

Quando digo aos proprietários que devem ter um posicionamento inteligente, e que o posicionamento inteligente é flexível e mutável, sinto muita reação por parte deles, parece que todos sofrem da Síndrome de Gabriela “ Eu nasci assim, eu cresci assim...” e recusam as mudanças.
Ser estratégico é ser capaz de criar as suas próprias mudanças, é gerir as mudanças de forma proativa, a seu favor, e não apenas reagir à elas...

Não existe “o momento” certo para parar e repensar , existe sim o momento de criar as responsabilidades certas para os gestores certos.
Cada loja, clínica ou salão de banho e tosa possui uma personalidade única, todas claro, pertecem ao mesmo universo com pequenas nuances diferenciadas em suas características individuais que vão se traduzir na maneira como lidamos com os clientes, na estratégia comercial e no mix de serviços e produtos oferecidos ao mercado.
O que peço a cada proprietário que esteja lendo esta matéria é que se conscientize da necessidade de estabelecer um hábito muito saudável e altamente estratégico dentro de sua rotina... pense e repense, conheça e reconheça seu negócio..todos os dias...
Acredite..isso muda qualquer cenário!

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