O que eu quero? O que a indústria quer? O que o lojista quer? O que o cliente quer?



Quantas perguntas não? Mas por que começar um artigo com tantas perguntas se é lendo um artigo que buscamos encontrar respostas para algumas de nossas dúvidas e questionamentos?

Nossa mais duas perguntas!

Vamos em frente então! Quando lemos estas perguntas no título deste artigo começamos e pensar no que realmente significa o verbo querer, o que realmente está por trás desta palavra e como ela se aplica no dia a dia do mercado pet.

Querer significa muito mais do que apenas vontade, mais do que apenas desejar algo.
Querer significa a representação de algo que você almeja, muitas vezes em uma projeção futura, e aí reside o maior problema que percebo durante as minhas consultorias e projetos junto a todos os segmentos do mercado pet, essa projeção futura fica sempre...no futuro!

Não vejo por parte dos empreendedores pet a compreensão de que para chegar no futuro devemos obrigatoriamente passar pelo presente, e com isso fazer coisas agora que garantam resultados mais à frente.

Planejar então seria ruim Sérgio? Claro que não!

Planejar é a essência do querer, pois é analisando cada fato, cada situação e procurando encontrar os meios para viabilizar o que se planeja é que conseguimos executar o que um dia foi um plano.

Mas será que todos os planejamentos são iguais? Será que a indústria quer o mesmo que eu quero, será que o lojista quer o mesmo que o cliente quer? Será que as metas de cada empresa são construídas dentro de padrões isolados ou será que no fundo todas estão interligadas em uma cadeia muito sensível chamada Mercado Pet?

Acho que todos já sabem a resposta não é mesmo? Estamos sim todos interligados nessa cadeia e não há como ações em um grupo serem independentes umas das outras, é a velha lei da física, para toda ação há uma reação da mesma intensidade em sentido contrário.. se bem que  em nosso mercado eu me atrevo a dizer que o sentido da resposta costuma ser mais “espalhado” , é como uma grande explosão, silenciosa e maliciosa muitas vezes, mas com os mesmos efeitos, só que muitas vezes percebidos mais tardiamente...

Quando uma empresa lança um produto, o que ela deseja? Vender este produto claro!
Quando uma distribuidora tem produtos para distribuir o que ela deseja? Vender tudo!
Quando um petshop tem um produto na prateleira o que ele deseja? Vender!

Mas por que será então que, se todos querem vender, existe tanta discussão, tantas arestas a serem aparadas nessas relações tão conflitantes à vezes, entre os canais de distribuição de serviços e produtos destinados aos consumidores?

É onde falha o planejamento, ou pelo menos uma das etapas dele, que é a coleta de dados sobre como é o nível de “querer” de cada segmento envolvido, ou seja, cada setor, indústria, distribuidores e pontos de venda estão separados cada vez mais por paredes que eles mesmos estão construindo através dos anos com ações desencontradas, posturas arrogantes disseminadas ( parece uma epidemia!) lançamentos de produtos sem o menor planejamento de mídia adequado a realidade do mercado que se deseja alcançar, total ausência de treinamento nos pontos de venda, e estabelecimento de metas surreais em todos os segmentos, e claro mais uma vez a nossa velha e boa tendência a sermos reativos às mudanças e não pró-ativos!
Estamos em um momento de pressão de juros, consumo fora de controle e um panorama de recessão que se confirma em um segmento e um momento, mas que em outro nem dá sinais de arranhar a imagem, essa é nossa economia brasileira senhores, e lidar com isso também faz parte de nosso ato de planejar, pois querer vender é muito bom, mas que tal pensarmos antes nas ferramentas que deveremos usar para atingir esse patamar?

Por que estamos tão fechados dentro de nossos feudos?

Por que é tão difícil assumir que se precisa de uma parceria?

Será que não existem” oceanos azuis” para o mercado pet?

Será que ainda viveremos mais uma década copiando modelos pré-formatados de gestão que pouco ou nenhum resultado apresentam dentro dos formatos inacabados da economia pet brasileira?

Mas qual seria o caminho então?

Por que não modificar os modelos das rodadas de negócio tão em voga no varejo e torná-las rodadas de informação e planejamento? Como seria isso?



Diálogo! 


É o que falta entre todos os segmentos do mercado pet! Mas um diálogo franco, um diálogo aberto e que busque realmente se encontrar um ponto de equilíbrio entre os diferentes “quereres” de cada parte.
Não gosto da palavra parceria pois ela está tão prostituída que dentro em breve acabará como uma das meninas de casas de prostituição....

Penso em algo que realmente incomode ambas as partes, que se faça pensar, que gere discussão, que seja uma atitude capaz até de mexer em antigas feridas, mas que de tudo isso se consiga um processo novo no Mercado Pet!

E como seria esse novo processo?
Gestão Participativa de Mercado Pet!

Pense nisso!O nome pode assustar, mas é minha grande aposta para o ano que se inicia!

Comentários

Anônimo disse…
Dúvida…
O que fazer quando os proprietários dos animais acusam o banho e tosa por tudo o que acontece com o animal?
Por exemplo: A cadela sai do banho e tosa e vomita em casa, liga com desaforo acusando o pet sendo que a cadela está anemica e com carrapatos. O que fazer? Cobra a consulta? Faz de graça para agradar o cliente e arca com todas as contas?
Outra situação: No fim da tosa o tosador observa que a cadela está com secreção purulenta vaginal, o proprietário é avisado no ato da entrega, mas no outro dia liga a mulher do dono acusando o pet de ter colocado alguma coisa na cadela e avisando que vai procurar os direitos dela caso nos recusemos a pagar todo o tratamento da cadela… Sendo que é uma provável piometra…
Enfim… o que fazer nessas situações? Se não atente, o dono fica raivoso e perdemos clientes, mas se for viver de acusações não vamos receber nada…
O que fazer?

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